Após três anos parado, finalmente dei continuidade a essa história. Por que resolvi continuar ela? Bom, eu a reli e realmente gostei do que eu havia escrito então achei um desperdício não continua-la.
Peço para que vocês leiam as outras 3 histórias para não ficarem perdidos e já adianto minhas desculpas pelos erros de concordância ou de português, tanto dessa quanto de qualquer outra história ou "matéria" do meu blog.
Espero que goste dessa história simples, boa leitura e obrigado por lerem.
Peço para que vocês leiam as outras 3 histórias para não ficarem perdidos e já adianto minhas desculpas pelos erros de concordância ou de português, tanto dessa quanto de qualquer outra história ou "matéria" do meu blog.
Espero que goste dessa história simples, boa leitura e obrigado por lerem.
-Nakao! Nakao! Você está bem? Responda! Fale alguma coisa! Qualquer coisa! – Mai gritava desesperada, mas não recebia resposta alguma. – Eu vou te levar até a enfermaria, aguente firme!
Passou o braço de Nakao sobre seu pescoço e, com um pouco de dificuldade, levantou-o. Lentamente foi levando o garoto para fora do lugar, chegando a poucos metros depois do ginásio, Iwami e Muon vinham correndo em sua direção.
-Mai! O que houve com o Nakao?! – Gritava Muon enquanto se aproximava.
-Rápido! Me ajudem! O Nakao está muito ferido, ele foi espancado! – Responde Mai, chorando.
-Quem será que foi o covarde que fez isso com ele? – Iwami perguntou enquanto segurava o choro.
-Não é hora para se preocupar com isso e nem para chorar, vamos levar ele para a enfermaria logo! – Gritou Muon enquanto pegava seu amigo no colo.
-Por favor! Leve ele para a enfermaria, rápido. – Mai pede chorando a Muon enquanto o ajuda a carregar seu amigo.
-Droga, ele devia ter falado comigo se estivesse com problemas! Idiota!
Os garotos levaram Nakao para a enfermaria, como ainda era horário de almoço, muitos alunos ainda estavam no pátio e viram a cena. Iwami tentava dispersar os olhares curiosos enquanto seus amigos levavam o ferido para a enfermaria.
Muitos alunos cochichavam, alguns riam, outros apenas olhavam a cena chocados, as reações eram diversas.
Na enfermaria, o garoto foi tratado com os
primeiros socorros, mas mesmo assim chamaram uma ambulância. Após chamar a
ambulância, a enfermeira começou a fazer perguntas.
-O que houve com o garoto?
-Não sabemos, eu o encontrei assim atrás do
ginásio. – Explicou Mai, chorando.
-Vocês sabem quem poderiam ter feito isso?
-Acreditamos que tenham sido delinquentes. – Afirma
Iwami enquanto consolava sua amiga.
-E sabem de algum motivo que levou eles a fazerem
essa agressão?
-Não, não sabemos de nada. – Muon falava enquanto
cerrava os punhos. – Mas eu torço para que vocês descubram quem fez isso com
ele antes que eu descubra.
-Fique calmo, vingança não ajudará em nada.
Vingança só trará mais vingança e então um círculo infinito de ódio surgirá.
Você não deve resolver as coisas com violência, não importando o quão ruim fora
o problema. Tome. – Levanta-se e prepara um copo d’água com açúcar. – Tome isso
e vá para a sua sala, leve as meninas com você.
-Mas, enfermeira... – Mai tenta falar.
-Mas nada, vocês não vão ajudar em nada estando
aqui. É melhor que estejam em suas salas do que aqui, atrapalhando. – Corta a
enfermeira. – Agora vão, o horário de almoço acabou já faz meia hora. O
professor de vocês deve estar na sala já. Quando ele estiver melhor, eu aviso a
vocês, não se preocupe. – Sorri gentilmente.
Os jovens, ao verem aquele sorriso gentil, só
puderam acreditar em suas palavras e então acenaram positivamente com a cabeça
e foram para a sala de aula. Eles passaram as aulas da tarde inteira
preocupados com seu amigo, não prestaram atenção em uma única palavra dos
professores e também não fizeram nenhuma atividade que eles haviam passado.
No meio de uma aula, pode-se ouvir o som de uma
ambulância chegando e então os três amigos se levantaram e foram correndo até a
janela para ver. Logo quando os médicos entraram na escola, os três saíram
correndo da sala, ignorando as ordens do professor e foram direto para a
enfermaria.
Ao chegarem na enfermaria, viram Nakao saindo de
maca, acompanhado por dois médicos. A enfermeira percebeu a presença dos alunos
e os segurou para que não fossem juntos. Nakao fora levado ao hospital e
seus amigos tiveram que voltar para a sala. No caminho de volta para a sala,
eles combinam de ir ao hospital.
As horas pareciam que não passavam, minutos
pareciam horas, horas pareciam dias e foi assim que Iwami, Muon e Mai passaram
o resto das aulas. Finalmente o sinal do fim das aulas toca e os três arrumam
seus materiais rapidamente e correm para o hospital.
No hospital, eles perguntam a recepcionista onde
seu amigo estava, após terem sua localização, correm para o quarto no qual ele
descansa. Nakao estava com faixas em alguns lugares do corpo e algumas partes
roxas, mas parecia bem. Um médico que passava pelo quarto notou a ansiedade dos
garotos e resolveu falar com eles.
-Ele vai ficar bem, está apenas inconsciente.
Acredito que ele acorde logo. – Fala, enquanto olhava a cara de alivio dos
jovens.
-Obrigado, doutor. Muito obrigado mesmo. – Agradece
Muon.
Muon foi ao trabalho de Nakao para avisar seu chefe
e as meninas ficaram cuidando dele. O tempo passa e o dia, de um alaranjado
começa a ficar cada vez mais azul escuro. Como já estava tarde, Muon acompanhou
as garotas pelo caminho de volta.
No dia seguinte, Nakao não apareceu na aula, o que
significava que ele provavelmente ainda estava no hospital.
-Será que o Nakao está bem? – Mai pergunta,
preocupada.
-Ele é resistente, logo, logo ele estará de volta
como se não tivesse acontecido nada. – Muon responde sorrindo. – Não precisam
se preocupar.
-E-eu não estou preocupada! – Iwami cora enquanto
cruza os braços fazendo cara de brava.
-Eu vou ir vê-lo hoje depois da aula, querem ir
comigo? – Mai olha para os amigos.
-Ah, hoje não vai dar... tenho que ir para o clube.
– Muon fala enquanto coça a cabeça.
-Acho que não vou ter nada para fazer depois da
escola, então posso ir contigo.
-É? A representante de sala não faz nada depois da
escola? – Muon fala num tom de gozação.
-O que você quer dizer com isso? – Iwami lança um
olhar sério para Muon.
-Na-nada, he he.
-Vocês se dão muito bem, quem dera eu me desse tão
bem assim com o Nakao. – Suspira.
-Não nos damos tão bem assim. Veja, ela quer me
matar. – Muon aponta para Iwami.
-Eu não quero te matar. Só estou perguntando por
que você acha que eu deveria estar fazendo alguma coisa depois da aula.
-Ei, vocês têm algum plano para o fim de semana?
-Fim de semana? Hum, eu estou livre. – Iwami
responde levando um dedo ao queixo.
-Eu também, por que? – Pergunta Muon, curioso.
-Se o Nakao se recuperar até lá, vamos fazer uma
festa para ele!
-Uma festa?
-Sim. Vamos, vai ser divertido. – Mai fala
sorrindo.
-Eu topo! – Muon fala alto e levanta a mão direita.
-Eba! Então está decidido.
-Chega de conversa, voltem para suas carteiras. A
aula vai começar.
O professor entra na sala, interrompendo a conversa
do grupo. A aula terminou rápido. Enquanto os alunos arrumavam seus materiais,
uma professora aparece na porta.
-Com licença, a Mai ou o Muou ou a Iwami estão?
-Aqui professora. O que houve? – Respondeu Iwami.
-Podem vir aqui um instante?
Obedecendo a professora, os três amigos saem da
sala. Do lado de fora o corredor estava cheio, mas aos poucos ia esvaziando.
-O que houve? – Mai pergunta, receosa.
-Eu queria perguntar a vocês se vocês conhecem os
lugares que Nakao costuma frequentar.
-Como assim? – Muon soou confuso.
-Queria saber se ele frequenta algum clube,
fliperama, cinema, qualquer coisa.
-Bom, até onde sei, ele costuma vir para a escola,
depois vai para casa. – Respondeu Iwami, desconfiada. – Por que a pergunta,
professora?
-Entendo. – A professora pensou por um instante. –
Vocês já foram ver ele hoje no hospital?
-Não, íamos depois das aulas. – Respondeu Mai.
-Professora, o que houve? Você está sendo muito
cautelosa. Aconteceu algo com o Nakao? – Iwami pergunta.
-É que o Nakao sumiu do hospital.
A notícia foi tão chocante que os três amigos não
tiveram reação.
-A professora, vocês devem ter entrado no quarto
errado. Eles devem ter mudado Nakao de quarto pois já está melhor. – Disse
Muon, brincando.
-Impossível, tinha guardas na frente do quarto dele
e não há ordem alguma de mudança de quarto. Ele fugiu durante a noite. –
Respondeu a professora, firme.
-Não, não pode ser verdade isso. Como ele podia
fugir? Ele estava em um estado em que mal podia se levantar e só se recuperaria
daqui a alguns dias. Como isso pode acontecer? – Mai começou a chorar.
-Isso que estamos tentando fazer, até o momento não
conseguimos nada de valor, apenas que ele fugiu pela janela.
-Mas ele estava no terceiro andar, é impossível que
ele tenha conseguido fugir de lá. – Gritou Muon, começando a ficar desesperado.
-Mas ele fugiu! Não sabemos para onde ele foi nem
para onde irá. A polícia está procurando ele. Caso ele entre em contato com
algum de vocês, ou mesmo se vocês o virem, avisem o hospital urgentemente. –
Pediu a professora, com uma voz exausta e vai embora em direção a sala dos
professores.
Quando a professora não estava mais a vista, Iwami
virou-se para os amigos. – Temos que procurar o Nakao, não podemos ficar aqui
sem fazer nada.
-Mas a professora disse que a polícia está
procurando por ele, logo eles o acham. – Respondeu Muon, abatido.
-A polícia nunca irá encontra-lo, vamos. Eu tenho
uns palpites de onde ele estaria. – Disse Iwami, confiante.
Iwami volta para a sala, pega seu material e sai
andando a passos firmes, Muon e Mai correm para pegar suas coisas e seguiram a
garota.
O trio pegou um trem e foram direto para o centro
da cidade. O centro era um lugar muito movimentado, com carros para todos os
lados, outdoors coloridos e de
diversos tamanhos, buzinas, pessoas conversando, celulares tocando, telões
passando comerciais, uma bagunça gigantesca.
Eles saíram perto de um prédio alto com alguns
cartazes de filmes, seguiram pela rua e entraram em um outro prédio, mas esse
era mais simples, sem cartaz ou qualquer anuncio.
Por dentro ele era bem arrumado, luxuoso. Sofás de
veludo, mesas de mármore preto, piso de mármore branco, colunas gregas e até os
funcionários se vestiam bem, roupa social e luvas brancas.
-Onde estamos? – Perguntou Muon, se sentindo
envergonhado por estar com roupas simples naquele lugar luxuoso.
Antes que pudesse responder, alguém atrás do balcão
intervém na conversa – Em que posso ajuda-los? – Perguntou um dos funcionários
atrás do balcão principal.
-Estamos procurando nosso amigo, um cara de cabelos
brancos, um rosto meio arredondado, de descendência asiática. Provavelmente ele
estaria com curativos. – Iwami respondeu prontamente.
-Desculpe, mas informações sobre nossos clientes é
algo privado. Não podemos fornecer qualquer informação sobre. – Respondeu o
atendente.
-Mas pode nos dizer, pelo menos, se ele está aqui
no prédio? – Insistiu Iwami.
-Desculpe, também não posso lhes fornecer essa
informação.
-Ok, vamos tentar diferente. Ou você fala, ou quebro
seus dentes. – Ameaçou Muon.
-Calado, Muon, não é assim que se fala. Peço perdão
pelo meu amigo aqui, ele tem um temperamento forte. – Explicou Mai. – Pode me
dizer se hoje tem algum lançamento de anime ou mangá?
-Anime? Aqui? – Perguntou Muon, estranhando a
amiga.
-Claro, hoje teremos a estreia de cinco novas
obras. Sexto andar, terceira porta a direita. – Informou o atendente. – Vocês
irão precisar disso. – Entregou cartão de visitante para cada um dos garotos.
-Obrigada. – Agradeceu Iwami.
Os jovens pegaram o elevador, como informado e
subiram até o sexto andar.
O andar também era bem luxuoso, carpete vermelho,
papel de parede bege claro com pequenos hexágonos vermelho claro. As portas
eram de vidro e tinha um porteiro em cada uma delas, ele se vestia de forma
semelhante aos funcionários no andar térreo, com a diferença de que eles usavam
cartolas.
-Espero que ele esteja aqui. – Falou Muon.
-Deve estar aqui pois há essas estreias. –
Respondeu Mai.
-Como você sabia que aqui era um prédio de animes?
– Perguntou Iwami.
-Não é, apenas esse andar é voltado para animes e
mangás. E o Nakao havia me contado isso outro dia. – Respondeu Mai, sorrindo.
-Quando vocês conversaram sobre isso? – Perguntou
Iwami, surpresa.
-Ah, quando eu fui no ... parque perto da cada ele.
-O que foi essa pausa? – Perguntou Iwami,
desconfiada.
-Não foi nada. – Respondei Mai, seguindo até a
porta que haviam falado. – Vamos, é aqui. – Mai passou por uma porta de vidro.
O salão era grande e cheio de decorações dos mais
diversos personagens de animes. Pessoas fantasiadas iguais aos personagens, ou
mesmo com camisas com estampas dos animes, a música de fundo era a abertura de
algum anime novo.
Um mundo completamente novo para Iwami e para Muon,
já para Mai era um pouco familiar.
-Se o Nakao estiver aqui, como vamos acha-lo? –
Perguntou Muon enquanto desviava de algumas pessoas que vinham dançando em
fila.
-Fácil, só procurar aqueles que estiverem usando
roupa de hospital. Provável que ele viria direto para cá. – Mai explica e olha
ao lado, avistando alguém familiar. – Ah não, droga. Por que ele está aqui? –
Se esconde atrás dos amigos.
-O que houve? De quem você está se escondendo? – Iwami
olhou na direção que Mai havia olhado.
Para aquele lado haviam muitas pessoas conversando
e se divertindo, mas tinha um que chamava a atenção, ele era gordo, mas não
muito, tinha um cabelo castanho claro e uma barba grande e malfeita em pontos
diferentes do rosto, como se alguém tivesse cortado e deixado com falhas. Usava
uma camisa vermelha com um desenho de um pequeno pato no peito, sua calça jeans
era azul claro, rasgada e justa e calçava um all star preto e velho.
-Um cara que conheci a alguns anos atrás. Vamos
passar longe dele, por favor? – Mai soava desconfortável.
-Ok, vamos procurar o Nakao pelo outro lado. – Muon
toma a frente e puxa Mai pela mão.
Eles deram a volta e não se surpreenderam ao ver
que do outro lado também estava lotado de gente. Andaram pelos corredores de
gente procurando seu amigo e ao mesmo tempo olhando as barracas chamativas
cheias de roupas, brinquedos, acessórios, dvds, entre outras coisas.
O evento era tão animado que as vezes os três
amigos esqueciam do real objetivo e acabavam se distraindo jogando, conversando
e fazendo compras no local.
Após duas horas de busca e distração, mais
distração que busca, eles finalmente chegam a última parte do evento que não
foi explorada, a área para maiores de 16 anos, o lugar mais “adulto” daquele
evento.
O lugar era um corredor cheio de barracas com
mangás, dvds de animes, bonecos, jogos e camisas, todos voltados para o tema erótico,
porém nada a nível extremo, apenas os mais sensuais.
Lendo um mangá novo na última barraca, vestido com
roupas de hospitais, estava um jovem de cabelos brancos. Ele lia
concentradamente o mangá, ninguém ao redor atrapalhava sua leitura e aquela
vista foi como um colírio para os olhos dos jovens. Era Nakao, seu amigo.
-Nakao! – Grita Mai.
O garoto olha para a direção do grito, assustado.
Mai corre em sua direção e o abraça forte, seus outros amigos se aproximam.
-Por onde você andou? Estavamos todos preocupados
com você! Nunca mais faça isso, ouviu? – Mai falava, chorando.
-Des-desculpe, mas... quem são vocês?
Continua...
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